Domaine de La Romanée Conti 2001: US$ 8.000,00
Don Melchor 2002: R$ 225,00
Don Laurindo Gran Reserva 2002: R$ 121,95
Chapinha: R$ 4,00
Valor do Produto = Qualidade + Relação Qualidade/Preço Percebida
Vamos começar com a Produção:
Base da elaboração do vinho, a uva é o princípio do custo e sua qualidade e a quantidade de trabalho envolvida em seu processamento são os fatores que mais nos interessam.
Enquanto uvas produzidas em larga escala - por consequência com menor concentração dos componentes que depois irão caracterizar o vinho resultante - custam X, as uvas extremamente selecionadas, com até um terço do rendimento por hectare das anteriores, originárias de terrenos especialmente dotados de elementos que enriqueçam a bebida, podem vir a custar até 60X, incluindo aí na conta o potencial valor percebido que sua região de origem possa acarretar.
A diferença de custo passa, portanto, pela série de opções a que o enólogo tem acesso e que influirão diretamente no vinho produzido. De acordo com Christopher Fielden, da WSET, as principais são:
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Mão-de-obra e trabalho requeridos: vinhedos isolados, em terrenos íngremes, etc. contribuem muitas vezes para frutos de qualidade superior mas possuem custos superiores, por exemplo, a impossibilidade de uso de maquinários agrícolas.
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Custo e disponibilidade de mão-de-obra, o que varia de região para região.
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Economia de escala: quanto mais vinho, maior a diluição do custos, mas menor a possiblidade de se obter alto nível de qualidade.
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O grau de seleção das uvas, o que constitui trabalho de custo elevado. Além disso, material descartado = menor quantidade de produção.
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Rendimento: maior quantidade de uvas produzidas permite uma divisão dos custos fixos melhor, enquanto produções reduzidas podem resultar em maior qualidade.
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Custo da terra: algumas regiões têm um custo extremamente elevado, seja por suas características - e conseqüente qualidade do vinho produzido - que por eventuais competições pelo uso da terra, como no subúrbio de Santiago do Chile ou Adelaide, na Austrália.
Na Itália, por exemplo, há uma regulamentação MUITO estrita sobre o espaço de produção destinado ao vinho: praticamente não se pode plantar nada sem que outro vinhedo seja removido! -
Equipamento utilizado: existe uma infinidade de diferentes equipamentos com diferentes objetivos, desde os mais simples (armazenamento do mosto a ser transformado em vinho) aos mais complexos (cones para remoção do excesso de álcool através de osmose reversa). Cada um deles tem seu custo e sua utilidade para a produção de vinhos de qualidade.
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Barricas: uma barrica de carvalho francês, reconhecidamente o mais desejável na produção vinícola, pode custar de 700 a 800 euros e não é aproveitada por mais do que 3 ou 4 anos.
Já veremos como a embalagem, a distribuição e os impostos afetam os custos do vinho. Enquanto isso, para ler, em inglês, um exercício aproximado de elaboração de custo de um vinho, clique aqui.
Para ler a segunda parte deste artigo, clique aqui.
Tags: custos, importação, preço


























