Peripécias Palacescas |

Já comi, já bebi, que que eu tô fazendo aqui?
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Be Fresh

Wednesday Nov 14, 2007
Descobri ontem acompanhado da Gaya um refúgio no Itaim: recém-inaugurado, o Be Fresh é um restaurante de comida alternativa e, mais precisamente, “saudável”. Normalmente, eu fujo um pouco de vegetarianismos e outros movimentos meio hippie-gastronômicos, mas o lugar me fisgou rápido, só de olhar.O espaço é muito agradável: amplo, claro e com uma brisinha leve constante. A sensação é de estar no Rio de Janeiro e não no meio do concreto paulistano.
O serviço, apesar de talvez ainda um pouco verde, sem prática, é um dos melhores que eu já encontrei em São Paulo (paradoxal, não?). Os garçons são jovens, atenciosos e conscientes dos produtos que estão servindo.
Be Fresh
Be Fresh - Serviço adequado, boa comida e ambiente leve e confortável.

Importante: come-se de tudo. Há muitas saladas, é claro, mas também sanduíches (em pães muito bons, que parecem produzidos na própria casa), pratos quentes e entradas. Querendo, come-se até hamburguer ou carnes grelhadas. Vale provar o sanduíche italiano no pão com linhaça e o prato de camarões num misto de arroz selvagem e integral com cravo, mas sem enjoar.

Os sucos, processados em centrífuga, são densos e saborosos, doces sem nada de açúcar adicionado: a centrífuga processa bem as frutas, separando a parte fibrosa e colocando todo o resto no copo. Há combinações interessantes, mas os simples tangerina e melancia refrescantes e gostosos.

Um problema: as cadeiras são muito confortáveis, mas do tipo que não permitem apoiar as costas enquanto se come… há também sofás bem agradáveis e conexão wi-fi gratuita. Bom pra tomar algo e trabalhar ao mesmo tempo.


Exibir mapa ampliado

Be Fresh em estrelas

Ambiente:★★★★☆ 
Serviço:★★¼☆☆ 
Carta:☆☆☆☆☆ 
Cardápio:★★★☆☆ 
Preço:★★½☆☆ 
Geral:★★¼☆☆ 

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Tags: comida saudável, restaurante, serviço de mesa

O Degustador Perfeito

Wednesday Nov 7, 2007

“O filósofo, David Hume, perguntou se haveria um padrão para o gosto. A solução de Hume foi confiar na excelência de juízes ou críticos que

  • mostrassem delicadeza de julgamento;
  • fossem livres de preconceitos;
  • pudessem basear-se numa ampla gama de experiências para comparações;
  • prestassem a devida atenção e
  • não se deixassem ofuscar pelo humor”

A discussão vai mais longe que isso, mas meus padrões pessoais como degustador sem dúvida terão um arquétipo, de agora em diante.

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Tags: Degustação, filosofia do vinho, gosto, hume, Provas

Vinho e Movimento

Thursday Nov 1, 2007
Leia a introdução deste artigo em “Matt Kramer e o Armazenamento de Vinhos

O segundo aspecto analisado por Matt Kramer em seu livro “Making Sense of Wine” - que, vocês já sabem, foi lançado no Brasil há pouco - é o movimento. Todo mundo já leu, ouviu, viu, que a adega ou o lugar onde o vinho vai ficar guardado tem de ser também “tranqüilo”. As vibrações, segundo os especialistas, são maléficas para o vinho e aceleram seu envelhecimento.Kramer começa contando a história de um comerciante de vinhos de Bordeaux, Edouard Kressmann. O pai de Kressmann pensou ter descoberto um paralelo entre a amplitude da onda da vibração e o quanto a mesma é capaz de acelerar o envelhecimento do vinho e “inventou” um método que ele chamou de “envelhecimento por concussão”. O tal método consistia em fazer seu filho Edouard espancar repetidamente uma espécie de cone de bronze preenchido com vinho, com o único resultado, é claro, de exaurir o rapaz e talvez gerar-lhe umas dores musculares.

Outra história contada no livro fala do moleiro que, não tendo vinho no ponto de amadurecimento para o casamento da filha, teve a seguinte (e fabulosa) idéia: amarrar seus barris nas pás do moinho para que este, girando, acelerasse o desenvolvimento da bebida. Sem dúvida o que ele conseguiria de mais relevante seria cozinhar seu vinho no calor…

De acordo com os experimentos do Dr. Singleton, da universidade de Davis, na Califórnia, as vibrações comuns em nosso dia-a-dia são insuficientes para gerar qualquer tipo de defeito em um vinho. Para que a vibração torne-se algo danoso, é necessário que esta seja intensa e constante, de modo a afinar continuamente uma eventual borra, tornando-a tão fina que seja incapaz de assentar-se, o que mantém o vinho constantemente turvo e influencia seus sabores.

Portanto, a vibração gerada por carros na rua, passos no assoalho e aparelhos de ar-condicionado, fica descartada como fator de agressão ao vinho.
Por outro lado, diz o doutor, movimentar as garrafas pode ser altamente arriscado: transportar o vinho de um lugar a outro quer dizer, quase sempre, expô-lo a condições altamente prejudiciais à sua qualidade.

Apesar de movimentos bruscos também serem potenciais “contaminadores” do vinho fazendo levantar as borras o que, especialmente em vinhos mais velhos e delicados, pode ser um problema difícil de resolver, as condições a que se refere o Dr. Singleton são outras: normalmente, quando em viagem, as garrafas são expostas a temperaturas elevadas, essas sim efetivamente inimigas da vida do vinho.

O próximo trecho trata justamente de como o vinho se comporta sob influência de diferentes temperaturas.

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Tags: adega, calor, cozinha, matt kramer, pet, viagem, Vinho

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