Novidade para quem não tem assinatura de revistas: meu amigo Claudio Arroyo acabou de me mandar um link excepcional: o site Mygazines permite que os leitores façam upload de revistas completas escaneadas em alta qualidade para um sistema de navegação e leitura muito simples e prático. Ainda não procurei saber como funciona legalmente, mas há publicações atuais e de poucos meses atrás completas, inclusive revistas brasileiras.
Ainda não há um acervo muito rico (pelo menos de coisas do meu interesse), mas o sistema é tão simples e prático que dá gosto de ler. Ótimo pra quem quiser ver a edição especial da Wine Spectator de Maio sobre a Borgonha ou o caderno de Bordeaux de 2008 da Decanter. Valeu, Klawid!

Interatividade e Flash para ver as revistas

Um navegador simples como um PDF para ler sua revista.

E... flip! Basta virar a página.
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Lendo hoje o teaser “Screwcaps are best: Decanter verdict” para a matéria deste mês da revista inglesa - 50 Reasons to Love Screwcap - que conta como todos os editores, degustadores, faxineiros e estagiários da revista consideram screwcap a melhor forma de fechar vinhos, me intrigou um pouco a maneira um tanto… festiva, de publicarem a própria opinião.
Mesmo sabendo que esta é considerada a mais imparcial e independente revista do meio e mesmo sendo pessoalmente a favor de uma utilização bastante ampla de screwcap, fiquei me coçando com a quantidade de confete que o editor imprimiu (trocadilho infame) à opinião da redação, já que este é um tema altamente econômico e certamente lobístico do mundo do vinho.
O mercado brasileiro, é claro, segue refutando as tampas como se nada houvesse acontecido, embora tenha aprendido bastante rapidamente a devolver vinhos “estragados” independente da origem do problema. Entende-se: o charme do saca-rolhas é grande e a insegurança sobre a opinião da mídia (justificadamente) é muita, enquanto nariz e oportunidade para aprender a encontrar defeitos falta…
Há pouco tempo recebi de um produtor australiano um email solicitando que decidíssemos qual seria nossa posição oficial sobre screwcap para o próximo “período”, tendo em vista que a linha de engarrafamento dele já está voltada para o uso das tampas de rosca e o custo de manter uma linha ambivalente está crescendo muito.
De acordo com o produtor, dos pouco menos de 50 países que compõem o mercado de seus vinhos, mais ou menos a metade insiste em utilizar a rolha ou está em dúvida ainda sobre como proceder (Argentina, Uruguay, Barbados, Brasil, China, Croácia, Fiji, França, Islândia, India, Indonésia, Israel, Malásia, México, Nova Caledônia, Noruega, Ilhas do Pacífico, Romênia, Suíça, Taiwan, Turquia, Emirados Árabes Unidos utilizaram rolhas em todos os seus vinhos tintos até o momento, enquanto Bélgica e Luxemburgo já solicitaram uma transição gradual nos próximos 3 anos e todos os grandes consumidores mas nem tão grandes produtores já recebem TODA a linha - inclusive rótulos de alto calibre e custo - fechada a rosca.
É importante notar que entre os países que ainda resistem à screwcap (particularmente em vinhos australianos, notadamente reconhecidos por utilizar amplamente o fechamento alternativo), são mercados muito significativos para o vinho somente a França e a Argentina (nenhum dos outros ultrapassou o próprio Brasil em volume de consumo em 2005!).
Volto a dizer, então: é fato que screwcap, além de baratear a produção, garante uniformidade entre as garrafas e anula o risco do vinho se deixar afetar pelo TCA e vale lembrar que a Austrália vem engarrafando seus vinhos assim já há 30 anos e praticamente toda a produção neo-zelandesa recebe as tampinhas. Por outro lado, ninguém sabe ainda como irão se comportar os “grandes” vinhos com o passar do tempo. O que não dá pra engolir é gente falando que “não compro vinho com tampa de rosca”…
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Passou despercebida nos meus feeds a notícia do blog
Winecast de que a
Amazon.com decidiu entrar no
mercado de vinhos. O monstro das vendas internacionais está
buscando um comprador para selecionar os vinhos que comporão seu acervo.
Vale a pena ler o
artigo do blog, que dá uma idéia de como o sistema inovador do site de vendas pode beneficiar em particular o
mercado de vinhos americano, mas potencialmente o de todo o mundo.
Leia mais sobre o assunto:
Vinho pela Internet, de 8 de Março de 2008 - a
Veja São Paulo fez uma pesquisa sobre sites de compra de vinhos no
Brasil e um pequeno artigo bastante objetivo para quem quer começar a fazer aquisições virtuais.
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