Peripécias Palacescas |

Já comi, já bebi, que que eu tô fazendo aqui?
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Sublime Borgonha

Tuesday Feb 19, 2008

Para quem não entende o que leva uma pessoa a descrever vinhos com uma seqüência interminável de adjetivos;
Para quem não entendeu os vinhos da Borgonha;
Para quem não sabe o que Lalou Bize-Leroy pode fazer com suas uvas:

Petrogasm’s Leroy Romanee St. Vivan
Esta foto é obra de um dos mais surpreendentes wineblogs com que já me deparei.
Wine Reviews at Château Pétrogasm” utiliza imagens ao invés de palavras para descrever seus vinhos com uma eloqüência que supera o ditado.

Tags: beleza, borgonha, Degustação, delicadeza., elegância, estética, imagem, Leroy, Vinho

Obra Número Um - não se engane, não fui eu.

Wednesday Jan 17, 2007
Opus One, a obra do título, se situa bem no meio, entre o amor e o ódio, o velho e o novo.
Ícone da revolução viti-vinícola nos Estados Unidos, Robert Mondavi, o papa da enologia norte-americana, é o rostinho da esquerda.
Philippe de Rotschild, o barão do vinho francês, representa a tradição européia.
É produzido em Napa, a capital viti-vinícola dos Estados Unidos, com um corte tradicional bordalês: Cabernet Sauvignon (84%) dá o tom do vinho, temperada com Merlot (6%), Cabernet Franc (5%), Malbec (3%) e Petit Verdot (2%).


Custo aproximado em reais? Praticamente não há. O pedaço de ouro líquido não possui importadores no Brasil e há quem diga que é por causa do alto custo e ainda mais alta especulação sobre seu valor. Uma garrafa, na vinícola, custa entre US$100 e US$200, o que, com taxas, conversões e pequenos ajustes a colocaria imediatamente na faixa dos R$600, mas a produção reduzida e a aura de quase divindade dos produtores fazem com que as mesmas atinjam até US$300 ou mais em leilões e vendas diretas entre consumidores.O vinho de fato é para poucos, mas, maravilha das maravilhas, acredite se quiser, ver para crer, é extremamente coerente na taça. De indeclinável elegância, harmonia e complexidade, em cerca de 50 minutos de degustação só arrancou suspiros, elogios e a admiração dos cada vez mais sequiosos comensais.

Breve Análise Organoléptica
Opus One 2000 - Napa Valley, Califórnia, EUA.
Teor Alcóolico: 14%, muito bem equilibrados no conjunto do vinho.
Uvas: Cabernet Sauvignon 84%, Cabernet Franc 6%, Merlot 5%, Malbec 3%, Petit Verdot 2%.


Visual: vermelho rubi, reflexos violáceos, mostra evolução discreta.
Olfativo: boa fruta, madura sem ser excessiva. Madeira bem integrada, com aromas de caramelo, cravo, noz moscada. Resinoso e terroso.
Gustativo: Maciez inconcebível, estruturado, com boa acidez. Pimenta do reino e talvez um toque de alcaçuz, além dos já vistos cravo e noz moscada. Discreto amargor bem fundido, não incomoda.

Para saber mais
Opus One Winery

Tags: blog, blogger, Degustação, elegância, enologia, Mondavi, pet, taça, Vinho

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