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Embalagens

Wednesday Mar 5, 2008
Pra quem achava que já tinha visto de tudo em termos de embalagens de vinho:
Pet Wine Glass
Pet Wine Glass - Detalhe

E pra quem ainda não tinha visto muita coisa:

Bag-In-Box

Wine in Tins

Quem me apresentou a tacinha foi Robert McIntosh, do blog Wine Conversation.
A lata é cortesia de Mr. T. Zahil. A bag-in-box é da Dal Pizzol.

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Tags: bag-in-box, embalagem, lata, novidade, pet, Vinho

Sobre a Qualidade e o Preço - Continuação

Thursday Jun 14, 2007
Para ler a primeira parte deste artigo, clique aqui.
Vimos rapidamente alguns dos fatores que determinam os custos de produção do vinho, mas antes que o precioso líquido chegue às mãos dos consumidores, há ainda uma série de etapas a serem vencidas.
Antes de tudo, embalagem:

  • Beleza não põe mesa, mas as garrafas mais bonitas com rótulos charmosos e elegantes sem dúvida são convidativas e atraentes. Mas têm um custo.
  • Embora muitas pessoas digam não ligar para embalagem, há fatores objetivos relacionados à ela:

  • Garrafas mais pesadas, de vidro grosso e resistente, dos vinhos de mais alta qualidade, não são simplesmente objetos fetichistas para exibir poder e status: garantem uma proteção eficiente a um vinho que tem potencialmente muitos anos de vida - e um custo elevado demais para se arriscar a quebrar por qualquer coisa.

 

  • As meias-garrafas, tão úteis para muitos, mas incompreendidas por quase todos, normalmente custam 70% - e não 50% - do valor total de uma garrafa. Os custos de insumos secos, como garrafa, rolha, rótulo, são os mesmos dos para garrafas de 750 ml. Os de mão-de-obra, transporte, taxas alfandegárias, também. Pior: muitas vezes, taxas são acrescidas em função do valor reduzido do produto líquido…

Em seguida, o frete. Muitos dos vinhos que consumimos fazem uma “discreta” viagem até o nosso país. Europa, Austrália, África do Sul…

  • O Chile, que muitos pensam ser vizinho, está na verdade a uma distância de entrega considerável: os vinhos navegam pelo Pacífico até fazerem a volta pelo sul, chegando até nós pelo Atlântico.
  • Trazer vinhos dos Estados Unidos custa mais caro que trazê-los da Europa!
  • A Argentina poderia ser o que se salva, pois está muito próxima geograficamente e recebe um descontinho nos preços por conta do Mercosul, o que nos leva a tratar dos impostos:

que talvez sejam o ponto de maior impacto para o mercado.

Muitos apreciadores, quando têm a possibilidade de fazer uma viagem a um país produtor, se dão conta da IMENSA diferença de preços de lá para cá. Muitas vezes um vinho pode ser comprado com diferenças de até 300%!!!

O que a maioria não sabe é que, antes de pagar ao produtor, um importador no Brasil tem de pagar - além do frete - ao governo.
Fato é que, assim que o vinho entra no porto, o importador tem que pagar à vista, em dinheiro, transferência imediata, pegou-pagou, o equivalente a 115% do valor daquele carregamento!
E, com “valor do carregamento”, quero dizer TODO o custo que esteja declarado, somando-se o frete e quaisquer taxas que tenham sido embutidas na nota (vocês não acham que o governo do país de origem ia perder uma boquinha dessas também, não é?).
Não se esqueçam de considerar as diferenças tributárias internas (Minas Gerais e sua famosa “Substituição Tributária”) e das distâncias e condições de frete ao reclamar também das diferenças de preço entre os estados!

Comecem a fazer uns cálculos simples e verão que, até que o vinho possa chegar às mãos do consumidor, não há muitas formas de conter os preços com relação ao valor original. Por outro lado, sabendo de que forma se constrói o preço, não somente valorizamos a garrafa que estamos adquirindo como podemos procurar nos proteger de eventuais abusos que o mercado impõe.

Tags: beleza, Chile, custos, embalagem, europa, preço, rolha, viagem, Vinho

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