{"id":29,"date":"2007-06-14T09:42:00","date_gmt":"2007-06-14T11:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/peripeciaspalacescas.wordpress.com\/2007\/06\/14\/sobre-a-qualidade-e-o-preco-continuacao\/"},"modified":"2014-06-18T21:55:08","modified_gmt":"2014-06-18T21:55:08","slug":"sobre-a-qualidade-e-o-preco-continuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bsmp.com.br\/peripecias\/2007\/06\/14\/sobre-a-qualidade-e-o-preco-continuacao\/","title":{"rendered":"Sobre a Qualidade e o Pre\u00e7o &#8211; Continua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">Para ler a primeira parte deste artigo, clique <a href=\"https:\/\/bsmp.com.br\/peripecias\/2007\/05\/03\/sobre-a-qualidade-e-o-preco\/\">aqui<\/a>.<\/div>\n<div align=\"justify\">Vimos rapidamente alguns dos fatores que determinam os custos de produ\u00e7\u00e3o do vinho, mas antes que o precioso l\u00edquido chegue \u00e0s m\u00e3os dos consumidores, h\u00e1 ainda uma s\u00e9rie de etapas a serem vencidas.<\/div>\n<div align=\"justify\">Antes de tudo, <span style=\"font-weight: bold;\">embalagem<\/span>:<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li>Beleza n\u00e3o p\u00f5e mesa, mas as <span style=\"font-weight: bold;\">garrafas mais bonitas com r\u00f3tulos charmosos <\/span>e elegantes sem d\u00favida s\u00e3o convidativas e atraentes. Mas t\u00eam um custo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>Embora muitas pessoas digam n\u00e3o ligar para embalagem, h\u00e1 fatores objetivos relacionados \u00e0 ela:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: bold;\">Garrafas mais pesadas<\/span>, de vidro grosso e resistente, dos vinhos de mais alta qualidade, n\u00e3o s\u00e3o simplesmente objetos fetichistas para exibir poder e status: garantem uma prote\u00e7\u00e3o eficiente a um vinho que tem potencialmente muitos anos de vida &#8211; e um custo elevado demais para se arriscar a quebrar por qualquer coisa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"justify\">\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: bold;\">As meias-garrafas<\/span>, t\u00e3o \u00fateis para muitos, mas incompreendidas por quase todos, normalmente custam 70% &#8211; e n\u00e3o 50% &#8211; do valor total de uma garrafa. Os custos de insumos secos, como garrafa, rolha, r\u00f3tulo, s\u00e3o os mesmos dos para garrafas de 750 ml. Os de m\u00e3o-de-obra, transporte, taxas alfandeg\u00e1rias, tamb\u00e9m. Pior: muitas vezes, taxas s\u00e3o acrescidas em fun\u00e7\u00e3o do valor reduzido do produto l\u00edquido&#8230;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em seguida, o <span style=\"font-weight: bold;\">frete<\/span>. Muitos dos vinhos que consumimos fazem uma &#8220;discreta&#8221; viagem at\u00e9 o nosso pa\u00eds. Europa, Austr\u00e1lia, \u00c1frica do Sul&#8230;<\/p>\n<ul>\n<li>O Chile, que muitos pensam ser vizinho, est\u00e1 na verdade a uma dist\u00e2ncia de entrega consider\u00e1vel: os vinhos navegam pelo Pac\u00edfico at\u00e9 fazerem a volta pelo sul, chegando at\u00e9 n\u00f3s pelo Atl\u00e2ntico.<\/li>\n<li>Trazer vinhos dos Estados Unidos custa mais caro que traz\u00ea-los da Europa!<\/li>\n<li>A Argentina poderia ser o que se salva, pois est\u00e1 muito pr\u00f3xima geograficamente e recebe um descontinho nos pre\u00e7os por conta do Mercosul, o que nos leva a tratar dos <span style=\"font-weight: bold;\">impostos<\/span>:<\/li>\n<\/ul>\n<p>que talvez sejam o ponto de maior impacto para o mercado.<\/p>\n<p>Muitos apreciadores, quando t\u00eam a possibilidade de fazer uma viagem a um pa\u00eds produtor, se d\u00e3o conta da IMENSA diferen\u00e7a de pre\u00e7os de l\u00e1 para c\u00e1. Muitas vezes um vinho pode ser comprado com diferen\u00e7as de at\u00e9 <span style=\"font-weight: bold;\">300%<\/span>!!!<\/p>\n<p>O que a maioria n\u00e3o sabe \u00e9 que, <span style=\"text-decoration: underline;\">antes<\/span> de pagar ao produtor, um importador no Brasil tem de pagar &#8211; al\u00e9m do frete &#8211; ao governo.<br \/>\nFato \u00e9 que, assim que o vinho entra no porto, o importador tem que pagar \u00e0 vista, em dinheiro, transfer\u00eancia imediata, pegou-pagou, <span style=\"text-decoration: underline;\">o equivalente a <span style=\"font-weight: bold;\">115%<\/span> do valor<\/span> daquele carregamento!<br \/>\nE, com &#8220;valor do carregamento&#8221;, quero dizer TODO o custo que esteja declarado, somando-se o frete e quaisquer taxas que tenham sido embutidas na nota (voc\u00eas n\u00e3o acham que o governo do <span style=\"font-style: italic;\">pa\u00eds de origem<\/span> ia perder uma boquinha dessas tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9?).<br \/>\nN\u00e3o se esque\u00e7am de considerar as diferen\u00e7as tribut\u00e1rias internas (Minas Gerais e sua famosa &#8220;Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria&#8221;) e das dist\u00e2ncias e condi\u00e7\u00f5es de frete ao reclamar tamb\u00e9m das diferen\u00e7as de pre\u00e7o entre os estados!<\/p>\n<p>Comecem a fazer uns c\u00e1lculos simples e ver\u00e3o que, at\u00e9 que o vinho possa chegar \u00e0s m\u00e3os do consumidor, n\u00e3o h\u00e1 muitas formas de conter os pre\u00e7os com rela\u00e7\u00e3o ao valor original. Por outro lado, sabendo de que forma se constr\u00f3i o pre\u00e7o, n\u00e3o somente valorizamos a garrafa que estamos adquirindo como podemos procurar nos proteger de eventuais abusos que o mercado imp\u00f5e.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para ler a primeira parte deste artigo, clique aqui. Vimos rapidamente alguns dos fatores que determinam os custos de produ\u00e7\u00e3o do vinho, mas antes que o precioso l\u00edquido chegue \u00e0s m\u00e3os dos consumidores, h\u00e1 ainda uma s\u00e9rie de etapas a serem vencidas. 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